Comerciais Elétricos em 2026: guia para eletrificar a sua frota com os melhores furgões

furgões elétricos - carrinhas comerciais elétricas

Em 2026, eletrificar a frota deixou de ser uma decisão ideológica para passar a ser, em muitos casos, uma decisão financeira. Quem gere um pequeno negócio de distribuição, uma equipa de assistência técnica ou uma loja com transporte próprio tem hoje ao dispor uma gama de comerciais elétricos (furgões 100% a bateria) com autonomias entre 275 km e 451 km, preços cada vez mais próximos dos equivalentes a gasóleo e um pacote fiscal que poucos empresários conhecem na totalidade.

Este guia apresenta os 7 comerciais elétricos disponíveis através da rede Caetano em 2026, com preços indicativos, especificações e critérios objetivos para ajudar quem está a ponderar a mudança.

Quem procura decidir rapidamente pode começar pela tabela comparativa. Quem quer entender o racional de compra no contexto fiscal de 2026 encontra mais valor em ler tudo pela ordem.

Em resumo, o essencial antes de decidir

  • A Caetano tem em gama 7 comerciais elétricos principais, repartidos por 4 compactos (até 4,4 m³ de volume de carga) e 3 médios (até 6,6 m³).
  • As empresas podem deduzir 100% do IVA em viaturas 100% elétricas afetas exclusivamente à atividade, ficam isentas de tributação autónoma até 62.500 € e beneficiam da taxa reduzida de IRC de 15% nos primeiros 50.000 € de matéria coletável (PME, 2026).
  • As autonomias WLTP variam entre 275 km (BYD ETP3) e 451 km (Volkswagen ID. Buzz Cargo).
  • Veículos 100% elétricos têm acesso livre às Zonas de Baixas Emissões implementadas em várias cidades portuguesas e europeias.
  • A escolha depende de três variáveis, por esta ordem: volume de carga típico, autonomia diária necessária e acesso a carregamento na base de operação.

O que é um comercial elétrico e a quem se dirige

Um comercial elétrico é um veículo ligeiro, concebido para o transporte de mercadorias ou passageiros, movido exclusivamente por um motor elétrico alimentado por uma bateria de iões de lítio. Distingue-se de um ligeiro de passageiros pela sua vocação profissional: maior volume de carga útil, configuração de carroçaria otimizada para mercadorias (furgão, combi, chassis-cabina) e homologação como viatura comercial, o que traz implicações fiscais específicas.

Em termos práticos, a carrinha furgão caracteriza-se pela separação física entre o habitáculo de condução e o compartimento de carga. Na versão elétrica, essa arquitetura mantém-se, com a bateria integrada no piso para não comprometer o volume útil face à versão equivalente a gasóleo.

A quem se dirige

A compra de um furgão elétrico faz sentido sobretudo para quatro perfis:

  • Empresas de distribuição urbana (last-mile). Rotas diárias previsíveis, entre 60 e 180 km, com múltiplas paragens. É o cenário de maior retorno: o regeneração na travagem, o baixo custo por km e o acesso a ZBE tornam o elétrico claramente competitivo face ao diesel.
  • Serviços técnicos e assistência. Eletricistas, canalizadores, técnicos de climatização, serviços de catering. Trajetos mistos (urbano e suburbano), com necessidade de transportar ferramenta e material, frequentemente com acesso a carregamento na sede.
  • Comércio local. Pequenas entregas a clientes, reposição em pontos de venda, transporte de mercadoria leve. Tipicamente, um compacto cumpre bem este perfil.
  • Frotas empresariais em transição. Empresas com obrigações ESG, metas ambientais ou que operam em zonas com restrições de circulação por emissões. A eletrificação responde simultaneamente ao requisito regulatório e ao objetivo de redução de custos operacionais.

Ler mais: “Carros para empresas em 2026: benefícios fiscais e sugestões

Quando é que não faz sentido

Um comercial elétrico pode não ser a melhor opção para quem faz rotas interurbanas longas (acima de 350 km/dia) sem acesso a carregamento rápido no trajeto, para quem opera em zonas rurais com baixa cobertura de postos ou para quem transporta cargas pontualmente muito pesadas ou volumosas que ultrapassam a capacidade útil das versões elétricas atuais. Nestes casos, um híbrido plug-in ou mesmo um diesel Euro 6e continuam a ser escolhas legítimas.

Vantagens operacionais e fiscais de um comercial elétrico em 2026

A atratividade de um furgão elétrico não se resume ao preço da eletricidade. Em 2026, o enquadramento fiscal e regulatório cria uma combinação de vantagens que compensam a diferença de preço de aquisição na maioria dos cenários de utilização profissional.

Custos operacionais mais baixos

A eletricidade, quando comparada com o gasóleo em custo por 100 km, oferece poupanças significativas, sobretudo quando o carregamento é feito em wallbox na base da empresa com tarifa bi-horária ou tri-horária. A manutenção reduz-se por ausência de mudanças de óleo, filtros e correias, e a travagem regenerativa prolonga a vida útil das pastilhas e discos.

Acesso livre a Zonas de Baixas Emissões

Lisboa, Porto e diversas cidades europeias já implementaram Zonas de Baixas Emissões ou Zonas de Emissões Reduzidas que limitam a circulação de veículos a combustão com classificação ambiental inferior. Um comercial 100% elétrico, como veículo de zero emissões locais, tem acesso livre a todas elas e recebe o dístico ambiental correspondente. Para quem depende de entregas em centros históricos ou zonas com tráfego condicionado, este ponto pode ser decisivo.

Benefícios fiscais diretos

O pacote fiscal em vigor em 2026 inclui dedução integral de IVA (em veículos afetos exclusivamente à atividade), isenção de tributação autónoma até 62.500 € e taxa reduzida de IRC para PME. A secção Incentivos fiscais para comerciais elétricos em 2026 detalha cada um destes pontos com disclaimer adequado.

Condução mais silenciosa e menos exigente

O motor elétrico entrega binário de forma instantânea e progressiva, sem caixa de velocidades convencional. Em trajetos urbanos com muitas paragens, a fadiga do condutor é visivelmente menor, e o silêncio permite entregas noturnas ou matinais em zonas residenciais sem gerar reclamações.

Os 7 comerciais elétricos a considerar na Caetano em 2026

A seleção que se segue foi feita com base em três critérios: disponibilidade efetiva na rede Caetano, representatividade do segmento (compacto ou médio) e atualização recente das especificações. Os modelos aparecem ordenados por dimensão, dos compactos aos médios.

Renault Kangoo Van E-Tech

Renault Kangoo Van E-Tech

A Renault Kangoo Van E-Tech é uma referência histórica do segmento compacto. Em versão elétrica, oferece autonomia até 300 km WLTP e um volume de carga até 4,9 m³, com capacidade útil até 700 kg. Está disponível em 12 tipos de transformação, incluindo versão frigorífica e oficina móvel, o que a torna uma escolha natural para serviços técnicos e pequenas distribuições.

No interior, destaca-se pela praticidade: múltiplos compartimentos de arrumação, sistema multimédia EASY LINK e, em algumas versões, carregador por indução. Para quem precisa de mais dimensão, a mesma gama oferece a Renault Trafic e a Renault Master.

Ficha técnica (valores de referência):

  • Autonomia WLTP: até 300 km
  • Potência: 120 cv
  • Bateria: 45 kWh
  • Velocidade máxima: 132 km/h
  • Volume de carga: até 4,9 m³
  • Carga útil: até 700 kg

Peugeot e-Partner

Peugeot E-Partner

O Peugeot e-Partner combina uma autonomia de até 340 km WLTP com um design compacto que facilita a circulação urbana e o estacionamento. A bateria de 50 kWh e o motor de 136 cv garantem desempenho suficiente para rotas mistas, e o habitáculo Peugeot i-Cockpit oferece ergonomia reconhecível.

Para quem precisa de maior dimensão, a gama Peugeot estende-se à Expert (médio) e à Boxer (grande), ambas com versão elétrica. O e-Partner partilha a plataforma Stellantis com o Opel Combo-e Cargo e o Citroën ë-Berlingo, e está incluído na campanha Stellantis Pro One referida mais à frente.

Ficha técnica (valores de referência):

  • Autonomia WLTP: até 340 km
  • Potência: 136 cv
  • Bateria: 50 kWh
  • Velocidade máxima: 132 km/h
  • Volume de carga: até 4,4 m³

Opel Combo-e Cargo

Opel Combo e-Cargo

O Opel Combo-e Cargo é um compacto com foco em modularidade. Disponível em duas distâncias entre eixos, oferece entre 3,8 e 4,4 m³ de volume de carga. Com o sistema FlexCargo Pack opcional, o condutor pode transportar objetos de até 3,44 m de comprimento, o que resolve um problema real para eletricistas, carpinteiros e montadores que lidam com materiais longos.

A autonomia de 343 km WLTP coloca-o entre os compactos com maior alcance do segmento. A gama Opel comercial inclui ainda a Vivaro (médio) e a Movano (grande) em versões elétricas.

Ficha técnica (valores de referência):

  • Autonomia WLTP: até 343 km
  • Potência: 136 cv
  • Bateria: 50 kWh
  • Velocidade máxima: 132 km/h
  • Volume de carga: 3,8 a 4,4 m³

BYD ETP3

carrinha comercial elétrica BYD ETP3

O BYD ETP3 foi o primeiro comercial elétrico da marca chinesa a entrar no mercado ibérico pela mão da Caetano, e destaca-se por um argumento técnico concreto: a Blade Battery. Esta tecnologia de bateria LFP (lítio-ferro-fosfato), desenvolvida pela própria BYD, oferece maior tolerância a ciclos de carga completa e maior estabilidade térmica, o que tende a traduzir-se em maior longevidade para utilização profissional intensiva.

A autonomia em ciclo urbano atinge 275 km, suficiente para a esmagadora maioria das operações de distribuição em cidade. O volume de carga de 3,5 m³ é inferior ao dos concorrentes Stellantis, mas compensa em maneabilidade e preço competitivo. O carregamento completo em 60 minutos em DC é outro ponto forte.

Ficha técnica (valores de referência):

  • Autonomia WLTP: 233 a 275 km (ciclo urbano)
  • Potência: 134 cv
  • Bateria: 44,9 kWh (Blade Battery LFP)
  • Velocidade máxima: 100 km/h
  • Volume de carga: 3,5 m³

Toyota Proace Electric

Toyota Pro Ace eletrica

A Toyota Proace Electric ocupa uma posição distintiva no segmento médio. Partilha a plataforma EMP2 com os Stellantis Expert/Vivaro/Jumpy, mas acrescenta o argumento que mais diferencia a Toyota no mercado profissional: a garantia Toyota Relax até 10 anos ou 200.000 km, com garantia de bateria de 8 anos ou 160.000 km. Para frotas com rotações anuais elevadas, este ponto pesa na comparação.

Disponível em dois comprimentos (L1 de 4,96 m e L2 de 5,33 m) e duas capacidades de bateria (50 kWh e 75 kWh), oferece autonomia WLTP até 350 km na configuração mais capaz. O volume de carga atinge 6,6 m³ e a carga útil sobe até 1.000 kg, colocando-a entre as médias mais versáteis do segmento. O carregamento rápido DC aceita até 100 kW, recuperando 80% em aproximadamente 48 minutos (bateria de 75 kWh).

Ficha técnica (valores de referência):

  • Autonomia WLTP: 224 km (50 kWh) ou até 350 km (75 kWh)
  • Potência: 136 cv
  • Bateria: 50 kWh ou 75 kWh
  • Velocidade máxima: 130 km/h (limitada)
  • Volume de carga: até 6,6 m³
  • Carga útil: até 1.000 kg
  • Garantia: Toyota Relax até 10 anos / 200.000 km; bateria 8 anos / 160.000 km

Volkswagen ID. Buzz Cargo

Volkswagen ID Buzz

A Volkswagen ID. Buzz Cargo é a reinterpretação elétrica da icónica “pão de forma” adaptada ao transporte de mercadorias. Combina um design distintivo, que funciona como cartão de visita para negócios que valorizam imagem de marca, com a autonomia mais generosa da seleção: até 451 km WLTP na versão com bateria de 84 kWh.

Disponível com duas motorizações (210 kW/286 cv ou 250 kW/340 cv), entrega um desempenho superior ao dos concorrentes diretos. O volume de carga é de 3,9 m³ e a carga útil atinge 650 kg. No interior, o habitáculo ergonómico com materiais sustentáveis e iluminação ambiente torna-a uma escolha agradável para quem passa muitas horas ao volante. Para negócios que fazem da sua imagem parte da proposta de valor (catering premium, florarias, serviços boutique), é uma das opções mais interessantes do mercado.

Ficha técnica (valores de referência):

  • Autonomia WLTP: 326 a 451 km
  • Potência: 170 a 340 cv
  • Bateria: 63 kWh ou 84 kWh
  • Velocidade máxima: 145 km/h
  • Volume de carga: 3,9 m³
  • Carga útil: até 650 kg

Mercedes-Benz eVito

Mercedes Benz eVito

O Mercedes-Benz eVito é a proposta premium do segmento médio. Robusto e 100% elétrico, está pensado para utilização em ambiente urbano e fora dele, com um exterior compacto e funcional e um interior espaçoso onde os comandos relevantes para a condução elétrica ficam facilmente acessíveis ao condutor.

Disponível nas versões eVito Furgão e eVito Tourer, adapta-se quer ao transporte de mercadorias quer ao transporte de até 9 passageiros. A gama inclui duas motorizações elétricas: um motor de 85 kW (116 cv) com autonomia até 303 km WLTP e consumo médio de 22,1 kWh/100 km, e um motor de 150 kW (204 cv) com autonomia até 247 km WLTP e consumo médio de 27,1 kWh/100 km. O interior integra o painel de instrumentos a cores, o sistema multimédia MBUX com ecrã tátil de 10,25 polegadas, sistema de carregamento sem fios e um pacote completo de assistência à condução.

Para quem precisa de dimensões superiores, a gama Mercedes-Benz oferece a Sprinter também em versão elétrica, e a EQV para transporte premium de passageiros.

Ficha técnica (valores de referência):

  • Preço desde: 66.316,98 € (eVito Furgão); 83.440,49 € (eVito Tourer)
  • Autonomia WLTP: até 303 km (motor 85 kW); até 247 km (motor 150 kW)
  • Potência: 116 cv ou 204 cv
  • Consumo médio: 22,1 a 27,1 kWh/100 km
  • Emissões de CO2: 0 g/km
  • Versões: Furgão e Tourer (até 9 lugares)
  • Destaque: sistema MBUX, carregamento sem fios e pacote de assistência à condução

Tabela comparativa: como escolher o comercial elétrico certo

A tabela abaixo resume as especificações-chave dos 7 modelos, organizadas por segmento. Os valores correspondem ao ciclo WLTP e podem variar consoante a versão escolhida.

Modelo Segmento Bateria Autonomia WLTP Potência Volume de carga
Renault Kangoo Van E-Tech Compacto 45 kWh até 300 km 120 cv até 4,9 m³
Peugeot e-Partner Compacto 50 kWh até 340 km 136 cv até 4,4 m³
Opel Combo-e Cargo Compacto 50 kWh até 343 km 136 cv 3,8 a 4,4 m³
BYD ETP3 Compacto 44,9 kWh (LFP) 233 a 275 km 134 cv 3,5 m³
Toyota Proace Electric Médio 50 ou 75 kWh 224 a 350 km 136 cv até 6,6 m³
Volkswagen ID. Buzz Cargo Médio 63 ou 84 kWh 326 a 451 km 170 a 340 cv 3,9 m³
Mercedes-Benz eVito Médio 60 ou 90 kWh 247 a 303 km 116 ou 204 cv até 6,6 m³

Nota: os valores são indicativos, reportados às fichas técnicas dos fabricantes à data da publicação. Preços, versões, campanhas e autonomias podem variar. Consulte a página de cada modelo na Caetano para informação atualizada. A autonomia real varia consoante estilo de condução, carga transportada, temperatura ambiente e tipo de percurso. O Mercedes-Benz eVito está disponível em versões Furgão e Tourer com carroçaria de 4,9 a 5,37 metros; o volume útil de carga varia consoante a configuração.

Incentivos fiscais para comerciais elétricos em 2026

O enquadramento fiscal em vigor em 2026 oferece vantagens significativas às empresas que optam pela eletrificação. Os pontos mais relevantes são os seguintes.

IVA dedutível a 100%

O Código do IVA (CIVA) permite a dedução integral do IVA em viaturas ligeiras 100% elétricas afetas exclusivamente à atividade da empresa. A dedução aplica-se à aquisição, manutenção e eletricidade consumida no carregamento. Em veículos comerciais ligeiros de mercadorias (categoria N1), a dedução do IVA já era possível em condições mais amplas, independentemente da motorização.

Ler mais: “IVA dedutível na compra de um carro: guia completo

Isenção de tributação autónoma

As viaturas 100% elétricas com custo de aquisição inferior a 62.500 € estão isentas de tributação autónoma em IRC. Para empresas com vários veículos no ativo, este ponto pode representar uma poupança anual relevante face a uma frota equivalente a combustão.

Ler mais: “Tributação autónoma para viaturas em 2026

IRC reduzido para PME

Em 2026, a taxa reduzida de IRC aplicável aos primeiros 50.000 € de matéria coletável das pequenas e médias empresas baixou para 15%. Combinada com a dedutibilidade fiscal das depreciações do veículo elétrico, a equação torna-se ainda mais favorável.

Acesso a Zonas de Baixas Emissões

Os comerciais elétricos circulam sem restrições nas ZBE implementadas em Portugal e noutros países europeus. Para operações em centros urbanos (distribuição, serviços técnicos, catering), este acesso pode justificar por si só a escolha elétrica.

Importante. A informação fiscal apresentada é de natureza geral e reflete o enquadramento em vigor à data da publicação. Cada situação concreta deve ser validada com contabilista ou fiscalista. Os limites e condições aplicáveis podem sofrer alterações legislativas.

Como escolher o modelo certo para o seu negócio

A comparação entre sete modelos com fichas técnicas próximas pode tornar-se difícil sem um critério estruturado. A proposta que se segue organiza a decisão em torno de três perguntas simples, pela ordem em que realmente importam.

Pergunta 1. Qual é o volume típico de carga numa jornada?

  • Até 3,5 m³ (pacotes pequenos, ferramenta, material leve). BYD ETP3 é a opção mais focada; Kangoo, e-Partner e Combo-e acomodam com folga.
  • 3,5 a 4,5 m³ (entregas médias, catering, pequeno mobiliário). Kangoo Van E-Tech (até 4,9 m³), e-Partner, Combo-e.
  • Acima de 4,5 m³ ou transporte de paletes. Toyota Proace Electric ou Mercedes-Benz eVito (ambos até 6,6 m³ numa configuração L2).

Pergunta 2. Quantos km se percorrem por dia?

  • Até 150 km/dia em cidade. Qualquer um dos sete modelos cumpre com margem. O critério dominante passa para volume e preço.
  • 150 a 250 km/dia (mistura urbano/suburbano). e-Partner (340 km), Combo-e (343 km), Toyota Proace Electric L2 (350 km) ou VW ID. Buzz Cargo (até 451 km) são as escolhas mais folgadas.
  • Acima de 250 km/dia sem acesso a carregamento durante o dia. Apenas o ID. Buzz Cargo oferece margem realista, contando com 20 a 30% de perda face ao WLTP.

Pergunta 3. Há carregamento disponível na base da empresa?

  • Sim, wallbox instalada ou prevista. Todos os modelos são viáveis; o carregamento overnight cobre o consumo diário e reduz o custo por km ao mínimo.
  • Não, e depende exclusivamente de postos públicos. Privilegiar modelos com autonomia WLTP superior a 340 km e carregamento rápido DC com pelo menos 100 kW (Toyota Proace Electric 75 kWh, VW ID. Buzz Cargo, Peugeot e-Partner, Opel Combo-e Cargo).

E o preço?

O preço entra na equação depois destas três perguntas, não antes. A escolha de um modelo com volume de carga insuficiente ou autonomia marginal pode sair cara em ineficiência operacional, mesmo que o preço de entrada seja o mais atrativo. A campanha Stellantis Pro One altera significativamente o cálculo até junho de 2026 para os modelos Peugeot e Opel desta seleção.

Quem tiver dúvidas sobre como combinar os incentivos fiscais com a escolha do modelo pode começar pelo artigo carros para empresas em 2026, que detalha o pacote fiscal e o enquadramento geral.

O próximo passo é seu

A eletrificação do parque comercial deixou de ser uma aposta arriscada. Em 2026, a combinação de autonomia adequada ao uso profissional (275 a 451 km WLTP), pacote fiscal favorável (IVA dedutível, isenção de tributação autónoma, IRC PME a 15%) e campanhas comerciais específicas (Stellantis Pro One) cria um contexto em que a análise TCO a 5 anos favorece o elétrico na maioria dos cenários de uso urbano e suburbano.

A escolha concreta depende do volume de carga típico, da quilometragem diária e do acesso a carregamento na base, por esta ordem. Um teste de condução com o modelo que parece fazer mais sentido continua a ser a forma mais honesta de confirmar a decisão.

Na Caetano, a equipa especializada em frotas apoia desde a simulação financeira até à escolha da wallbox mais adequada à sua operação. Quem já tem a decisão tomada pode também explorar a oferta de furgões elétricos usados como alternativa de entrada mais acessível.

FAQs – Perguntas frequentes sobre comerciais elétricos

Vale a pena comprar um comercial elétrico em 2026?

Sim, sobretudo para negócios com rotas urbanas previsíveis e acesso a carregamento na base. Os custos operacionais (eletricidade e manutenção) são significativamente inferiores aos de um diesel equivalente, o acesso a zonas de baixas emissões é livre e a campanha Stellantis Pro One iguala o preço de aquisição ao diesel até junho de 2026. A equação passa a favorecer o elétrico sempre que a utilização diária é previsível e a quilometragem fica abaixo da autonomia WLTP com 20 a 30% de margem.

Qual é a autonomia real de um furgão elétrico?

A autonomia real varia tipicamente entre 70% e 85% do valor WLTP, conforme o clima, a carga transportada e o tipo de percurso. Um modelo com 300 km WLTP tende a oferecer 210 a 255 km reais em uso profissional médio. Em inverno rigoroso e em autoestrada com carga máxima, a perda pode chegar aos 35%. Para operações urbanas de entregas, o consumo real aproxima-se mais do valor WLTP, uma vez que a travagem regenerativa ajuda a recuperar energia.

Os comerciais elétricos permitem dedução de IVA?

Sim. Em viaturas 100% elétricas afetas exclusivamente à atividade, o IVA é dedutível a 100%. A dedução aplica-se à aquisição, à manutenção, à eletricidade consumida no carregamento e aos acessórios. O requisito é que a viatura esteja registada como ativo da empresa e seja usada exclusivamente para fins profissionais. Cada situação deve ser validada com contabilista.

Qual o melhor comercial elétrico para entregas urbanas?

Os compactos cobrem bem as operações urbanas com até 4,4 m³ de carga. A Renault Kangoo Van E-Tech, o Peugeot e-Partner, o Opel Combo-e Cargo e o BYD ETP3 são escolhas naturais para este perfil. Para última milha em cidade, um compacto oferece manobrabilidade, estacionamento fácil e autonomia suficiente para um dia inteiro sem recarga intermédia. Se o volume ultrapassar regularmente os 4 m³ ou se for necessário transportar paletes, o segmento médio (Toyota Proace Electric, VW ID. Buzz Cargo ou Mercedes eVito) passa a ser mais adequado.

Quanto tempo demora a carregar um furgão elétrico?

Entre 30 minutos (carga rápida DC de 20 a 80%) e 8 horas (carregamento completo em wallbox de 11 kW). Em corrente contínua, com carregadores de 100 kW, a maioria dos modelos atinge 80% em cerca de 30 a 50 minutos, consoante a capacidade da bateria. Em wallbox AC trifásica de 11 kW, um ciclo completo leva entre 5 e 10 horas. Para frotas, o carregamento overnight na base é o cenário mais económico e menos exigente para a bateria.

Um comercial elétrico pode entrar numa Zona de Baixas Emissões?

Sim. Os veículos 100% elétricos, como veículos de zero emissões locais, têm acesso livre às ZBE implementadas em cidades portuguesas e europeias. Recebem o dístico ambiental verde correspondente. Em Lisboa, a Zona de Emissões Reduzidas permite circulação ilimitada a veículos elétricos. As regras concretas podem variar ligeiramente por município, pelo que é prudente confirmar junto da autarquia ou do site oficial da zona específica.

Que capacidade de carga tem um comercial elétrico?

Varia entre 3,2 m³ nos compactos mais pequenos e 6,6 m³ nas versões médias L2. A carga útil situa-se, conforme o modelo, entre 500 kg e 1.000 kg. A bateria está integrada no chassis (piso) e não reduz o volume útil face às versões a gasóleo equivalentes. O Mercedes eVito e o Toyota Proace Electric L2 estão entre os que oferecem maior versatilidade de carga dentro da gama disponível na Caetano.

Qual o comercial elétrico com maior autonomia em 2026?

O Volkswagen ID. Buzz Cargo, com autonomia até 451 km WLTP na versão com bateria de 84 kWh. Entre os modelos desta seleção, é seguido pela Toyota Proace Electric L2 com bateria de 75 kWh (até 350 km), pelo Opel Combo-e Cargo (343 km) e pelo Peugeot e-Partner (340 km). Para rotas interurbanas regulares ou operações que não permitam carregamento intermédio, o ID. Buzz Cargo é a escolha mais confortável.